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BUFF-O

Plataforma de agentes de IA · P&D

O custo da IA à vista, a cada pergunta

Uma plataforma onde cada pessoa montava o seu próprio agente de IA — e via o custo de cada conversa descontar na tela, em tempo real.

Laboratório / P&Dexit 1302025–2026Pesquisa e desenvolvimento próprios
FastAPICrewAINext.jsSupabaseTraefik

o problema

Margem de SaaS de IA morre no consumo invisível de tokens. Como tornar esse custo visível antes da fatura?

o projeto

O BUFF-O foi a minha tentativa de transformar o Janis num produto. A ideia era uma comunidade: cada pessoa montava o seu próprio assistente de IA a partir de um template e o compartilhava numa galeria pública, organizada por tags, para os outros copiarem e adaptarem. A peça de que mais me orgulho funciona de verdade — o custo de cada conversa com a IA aparecia na tela em tempo real, sem surpresa na fatura no fim do mês. A parte de comunidade ficou no estágio de galeria de templates; o fórum em si nunca saiu do papel. Não segui em frente com o projeto, mas foi onde aprendi muito do que hoje aplico em sistema de cliente.

O ponto cego de quem cobra por IA

  • SaaS de IA cobra uma assinatura fixa e absorve o custo de token — que é variável e invisível até a fatura do provedor chegar no fim do mês.
  • Quem não mede o custo por requisição descobre a margem furada tarde demais, sem saber qual usuário ou qual conversa pesou.
  • Definir cada agente no código significa um deploy para cada ajuste de personalidade — e quem escreve a persona raramente é quem escreve o código.
  • Um monólito com estado espalhado aguenta o protótipo, mas não uma plataforma com muitos usuários.

As decisões difíceis

01

O custo da IA é do usuário — e ele precisa ver

o caminho óbvio
Cobra uma assinatura mensal e absorve o custo de token por dentro.
o que eu fiz
Rastreio por token com custo por modelo gravado a cada requisição, e o saldo descontando ao vivo na interface — o usuário vê o custo da própria conversa descendo na tela.
por quê
Margem de SaaS de IA morre no consumo invisível. Quem não mede o custo por requisição só descobre o problema na fatura.
o que custou
Cada chamada carrega o overhead de contabilização, e o preço por modelo vira um dado a manter atualizado.

02

Agente é template, não código

o caminho óbvio
Cada agente é uma classe escrita à mão no código-fonte.
o que eu fiz
Agentes montados a partir de templates guardados no banco, com persona, objetivo e ferramentas — e compartilháveis como templates públicos, organizados por tags, para outros copiarem e adaptarem.
por quê
Quem cria a persona não é quem programa. Tirar isso do código tira o deploy do caminho de cada ajuste, e abre espaço para uma comunidade montar os próprios agentes.
o que custou
A validação vira coisa de runtime — um template malformado só falha quando roda.

03

Reconstruir em vez de remendar

o caminho óbvio
O primeiro BUFF-O funciona. Vai empurrando e adicionando em cima.
o que eu fiz
Parei e comecei a versão 2.0 do zero como serviços separados, para suportar muitos clientes de verdade.
por quê
A primeira versão era um monólito com estado espalhado. Isolamento por cliente não cabia ali sem reescrever o núcleo.
o que custou
Muito. O 2.0 parou no meio do caminho — o serviço de cobrança ficou vazio. Veja abaixo o que aprendi.

o pulo do gato

O custo descendo na tela, em tempo real

Cada requisição ao modelo passa por um contador que calcula o custo daquele consumo pelo preço do modelo, debita do saldo e publica a mudança. A tela assina essa mudança e o número cai sozinho, sem recarregar a página.

requisição ─▶ contador de token
                 ├─ conta tokens de entrada + saída
                 ├─ aplica o preço do modelo usado
                 └─ debita o saldo ─▶ tempo real
                                          │
                        tela assina ◀────┘
                        (o saldo cai na tela, ao vivo)
Contabilização de custo por requisição com saldo em tempo real

O que eu refiz

Comecei a versão comercial convencido de que valia sair do monólito para muitos serviços separados. Há uma ironia que eu assumo: o BUFF-O roda em CrewAI — o mesmo framework que, no Janis, eu rejeitei e expliquei por quê. Na prática, subestimei o tamanho de uma reescrita distribuída para uma pessoa só, e a parte de comunidade encolheu de fórum para galeria de templates. Não segui em frente. A lição: a prova de valor — o custo por token visível — já estava de pé na primeira versão, e eu deveria tê-la mantido viva enquanto o resto amadurecia, em vez de tratar o que funcionava como descartável.

Onde chegou

tempo real

custo por token descontando na tela a cada requisição

tags

templates de agente organizados e compartilháveis

O rastreio de custo funciona ponta a ponta, e a fábrica de agentes por template — com persona e compartilhamento — foi ao ar como galeria pública. É a base de ideias que hoje reaparecem, mais maduras, em projeto de cliente.

o que ainda falta

  • A “comunidade” ficou no estágio de galeria de templates copiáveis; o fórum que eu imaginava nunca saiu do papel.
  • A reconstrução 2.0 parou na fundação, com o serviço de cobrança vazio.
  • Nunca foi comercializado, e não sigo mais com ele. Está aqui pelo que provou e pelo que ensinou.

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